A PEQUENA TRAVESSA | Crítica

Um filme inocente e transparente levando uma mensagem de amor e aceitação das diferenças

A Pequena Travessa chega aos cinemas trazendo um universo repleto de cores, diversidades e confusões para alegrar as férias de julho. A mais nova produção da Paris Filme promove as diferenças que cada um possui desde a infância e que embora muitos acreditem que essas diferenças precisam ser escondidas para serem aceitos pela sociedade, a protagonista Lilly Susewind vivida por Malu Leicher mostra que essas mesma diferenças são na verdade dons que nos tornam especiais e capazes de de qualquer coisa quando unidos para fazer o bem.

No filme acompanhamos Lilli Susewind que possui o dom de falar com os animais, habilidade que é uma diversão para a pequena Lilli, mas que acaba gerando muita confusão para sua mãe Regina (Peri Baumeister) uma jornalista ativa e dedicada que se preocupa com as confusões que sua filha se envolve devido ao seu dom. Seu pai Ferdinand (Tom Beck V) parece sempre estar no universo paralelo dos livro que escreve a todo momento e em a qualquer lugar, mesmo parecendo distante e distraído o pai de Lilli demonstra estar sempre observando tudo que acontece, embora a nova mudança de casa possa causar ainda mais confusão para toda a família.

Acontece que Lilli promete aos pais que não vai mais falar com os animais – com exceção de seu fiel cãozinho Bonsai (com a voz de Bürger Lars Dietrich) – e fazer novas amizades com crianças ao invés de animais. Em uma nova cidade, um nova casa e um novo colégio Lilli está confiante de que vai conseguir manter a promessa feita a seus pais mesmo que isso signifique abrir mão de seu dom. Porém em seu primeiro dia de aula sua turma tem a missão de ajudar o zoológico local Paradisi, o que significa ter contato com diversos animais. Será uma missão desafiadora para Lilli manter a promessa com seus pais tendo em vista que alguns dos animais do zoológico estão sendo roubados, deixando a pequena Lilli dividida já que ela é a única capaz de ouvir os animais e assim ajudar a desvendar esse mistério.

Um filme coberto de cores calorosos que trazem o sentimento de fantasia e inocência mostrando elementos simples e de fácil compreensão para seu público alvo deixando bem claro a diferença entre o certo e o errado, além de incentivar a diversidade mostrando que não há nada de errado em ser diferente e que são essas diferenças que nos tornam especiais e fortalece nossos laços de amizade e com sociedade.

Os figurinos podem parecer exagerados e até mesmo recordar outros personagens infantis tais como o da Cruella de Vil do filme 101 Dálmatas e até mesmo a encantadora babá McPhee, são figurinos carregados de referências que acrescenta intensidade e coesão a personalidade de cada personagem. Outro destaque é o figurino da personagem Käpt’n Schwärzer interpretada por Michelle Monballijn que possui pouco tempo de tela, mas é extremamente bem caracterizada não só em seu figurino, mas também por sua maquiagem que mais lembra o filme “Mad Max: Estrada da Fúria”.

Em um universo onde muitos filmes trabalham com mensagem subentendidas o filme “A Pequena Travessa” do diretor Joachim Masannek se atreve a ser originalmente básico e transparente para que as crianças que o assistam possam compreender de forma nítida e sem rodeios que o mundo pode ser perigoso, mas que elas sempre poderão contar com a ajuda de seus amigos e familiares.

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